ICANN aprova regras mais liberais para os domínios

Acabou a “ditadura” de .com, .net e companhia. O organismo que regula os endereços na Internet votou ontem o fim de algumas das históricas restrições no registo de domínios.

O ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) aprovou, por votação unânime dos vários membros, regras que prometem mudar o figurino da Internet: de ora em diante, indivíduos e empresas vão poder registar livremente qualquer sucessão de letras e/ou números e torná-la um domínio de topo.

Deste modo, os endereços da Net não têm de ficar organizados em conformidade com os domínios que o ICANN impôs há cerca de 25 anos (.com, para negócios e comércio; .net, .org para sites institucionais; ou .pt para identificar endereços de Portugal).

Com esta liberalização, “tudo” pode tornar-se um domínio de topo. Pelo que resta saber como vai reagir o mercado: vai haver nova corrida ao registo de endereços que contêm palavras comercialmente mais apelativas?

Talvez sim, ou talvez não. O ICANN já investiu cerca de 10 milhões de dólares no processo de liberalização dos domínios – mas prevê-se que, nos próximos tempos, a “factura” suba para os 20 milhões ou mesmo mais.

Paul Towmey, líder do ICANN, já fez saber que os custos da liberalização vão ser suportados pelas taxas de registo de novos registos, noticia a BBC.

Além disso, alguns membros do ICANN, apesar de apoiarem os novos regulamentos, defendem a necessidade de prevenir e evitar abusos, através da devida supervisão. Até porque o organismo que supervisiona os endereços de Internet a nível mundial também aprovou o registo de endereços em alfabetos asiático e arábico.

Futuramente, será votada uma proposta com vista à utilização de domínios em cirílico (alfabeto usado na Rússia e noutros países da Europa de Leste).

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